
A fumaça das queimadas continua comprometendo a qualidade do ar em municípios do Amazonas neste sábado (07), nas primeiras horas do dia. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mostram sete cidades do interior na faixa “péssima” de poluição, principalmente na região Leste do estado, próxima à divisa com o Pará.
O pior índice foi registrado em São Sebastião do Uatumã, com concentração de 300,1 µg/m³ de partículas poluentes (PM2.5). Em seguida aparecem Parintins, com 226,1 µg/m³, e Itapiranga, com 217 µg/m³. Barreirinha registrou 181,2 µg/m³, Nhamundá, 147,4 µg/m³, Silves, 142,4 µg/m³, e Urucará, 137,1 µg/m³. Todos os valores estão acima de 125 µg/m³, limite da faixa péssima.
Muito ruim
Outros municípios aparecem na faixa “muito ruim”, entre 75 e 125 µg/m³, como Iranduba (93,6 µg/m³) e Maués (78,1 µg/m³).
Em Manaus, vários bairros registram qualidade do ar entre ruim e moderada neste sábado, com índices que chegam a 68,9 µg/m³.
O Selva considera a qualidade do ar boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima disso, os índices passam por moderada (25 a 50), ruim (50 a 75), muito ruim (75 a 125) e péssima (acima de 125).
Estiagem e combate às queimadas
O estado mantém operação de prevenção e combate às queimadas, em parceria com o governo federal, com cerca de 1,5 mil bombeiros militares e brigadistas e 18 aeronaves. O governo proibiu o uso do fogo por 120 dias em todo o estado, com exceções previstas em lei, e decretou emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado por causa da estiagem.(FONTE: Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva)/FOTO: Reprodução)










