Almino Afonso será homenageado pela CMM com Medalha de Ouro Cidade de Manaus

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Almino Afonso ao lado esquerdo do vereador Joelson Silva, presidente da CMM/Aguillar Abecassis

O ex-ministro, ex-vice-governador de São Paulo e ex-deputado federal por São Paulo e pelo Amazonas, Almino Afonso, será homenageado com a Medalha de Ouro Cidade de Manaus, a outorga mais importante das comendas da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O anúncio foi feito pelo presidente da CMM, vereador Joelson Silva (PSDB), em visita de cortesia do político à Casa na manhã de sexta-feira (26).

Afonso, que é filiado ao PSDB e é membro do Conselho de Gestão Estratégica da prefeitura de Manaus, se disse lisonjeado pela homenagem. “Virei com toda certeza receber a medalha, com todo o carinho”, destacou. O político, que nasceu em Humaitá há 90 anos, já foi homenageado pela CMM em 2009 com a Medalha de Ouro Rodolpho Valle.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Afonso começou a carreira política no Amazonas, onde elegeu-se deputado federal em 1958, na legenda do Partido Social Trabalhista (PST). Empossado em 1959, nesse mesmo ano ingressou na Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), grupo interpartidário que defendia uma política de desenvolvimento autônomo da economia nacional.

De acordo com sua biografia, disponível no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 1961, devido à crise gerada pela renúncia do presidente Jânio Quadros e ao veto dos ministros militares à posse do vice-presidente João Goulart, foi constituída uma comissão mista, da qual Afonso fazia parte, que propôs a instauração do regime parlamentarista de governo como uma solução conciliatória. A proposta foi aprovada pelo Congresso em 2 de setembro, e no dia 7, Goulart assumiu a presidência da República.

Reeleito em outubro de 1962, em janeiro de 1963, Afonso foi nomeado ministro do Trabalho e Previdência Social, pouco depois do plebiscito que reinstalou o regime presidencialista. Um dos signatários do Estatuto do Trabalhador Rural, começou a se afastar de Goulart em abril, quando reconheceu como legal o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), entidade criada à margem da estrutura sindical oficial.

Em 1º de abril de 1964, Afonso foi um dos redatores de documento gravado por Goulart para ser transmitido pela Rádio Nacional, na qual o presidente afirmava que lutaria contra sua deposição, ocorrida no dia anterior, e denunciava o caráter reacionário do golpe militar. À noite, no entanto, Goulart seguiu para Porto Alegre e, daí para o exílio no Uruguai. Ainda em abril, Afonso perdeu seu mandato e teve seus direitos políticos suspensos por dez anos, por força do Ato Institucional nº 1. Em 31 de março de 2014, lançou o livro 1964 na Visão do Ministro do Trabalho de João Goulart, onde reconstitui os principais eventos do período da ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1985.

Permaneceu mais de uma década no exílio, tendo residido em diversos países da América do Sul. De volta ao Brasil em 1976, três anos depois ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido oposicionista criado pela instalação do bipartidarismo em 1965. Com o retorno ao pluripartidarismo em novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Secretário dos Negócios Metropolitanos do Estado de São Paulo (1983-1986), no governo de Franco Montoro, elegeu-se vice-governador na chapa vitoriosa do PMDB encabeçada por Orestes Quércia. Deixou o partido em 1990, filiando-se, nesse mesmo ano, ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), por cuja legenda disputou, sem êxito, o governo paulista, em outubro. Afastou-se do PDT em 1991, e três anos depois, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira, pelo qual elegeu-se deputado federal em 1994. É filiado ao PSDB desde 1997.

Texto: Liege Albuquerque – Dircom/CMM

Foto: Aguilar Abecassis – Dircom/CMM

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