
A licitação pública realizada pela Prefeitura de Iranduba, na terça-feira (04/05), para contratar uma empresa para pavimentação do acesso ao museu das Ruínas de Paricatuba fracassou. Nenhum fornecedor apresentou proposta para as obras, com valor estimado em mais de R$ 1,1 milhão [R$ 1.132.319,29], na via do ponto turístico mais famoso do município (a 28 quilômetros de Manaus).
Uma solução para reverter o cenário seria a habitual dispensa de licitação da gestão do prefeito Augusto Ferraz (União Brasil) para escolher uma empresa diretamente. Curiosamente, o Poder Executivo Municipal fez uma série de exigências listadas em um pacote de documentos, que incluem projeto básico, estudo técnico preliminar, planilhas orçamentárias, cronograma físico-financeiro, memorial descritivo, especificações técnicas e até a relação de equipamentos mínimos. Para algumas empresas, esse nível de detalhamento significa custos mais altos ou maior complexidade na preparação da proposta.
Com a falta de interesse no serviço, lançado em edital no dia 15 de abril, a Concorrência Eletrônica nº 003/2026 foi considerada um processo deserto. Termo utilizado quando o certame não atrai concorrentes.
A sessão aberta online, às 11h11 no dia 4, no Portal de Compras Públicas pelo agente de contratação Emerson Takeshi Tashiro Chirano, da Comissão Municipal de Contratação (CMC) de Iranduba, durou 11 segundos, conforme a Ata de Processo Deserto. O chat acabou finalizado com a informação do sistema que: “Não foram apresentadas propostas para o processo, que foi portanto considerado deserto”.
Problemas da via
E segundo o Estudo Técnico Preliminar nº 006/2026, elaborado para a licitação, a via de acesso às Ruínas de Paricatuba “apresenta dificuldades de trafegabilidade, comprometendo o deslocamento de moradores, prestadores de serviços e visitantes”. O documento também afirma que a pavimentação vai impulsionar o turismo no local e ajudar a preservar o patrimônio.
“No âmbito turístico, a pavimentação é fundamental para ampliar o potencial das Ruínas de Paricatuba como atrativo histórico e cultural. Um acesso estruturado promove maior fluxo de visitantes, pesquisadores, estudantes e excursões, fortalecendo atividades econômicas associadas, como restaurantes, transporte, guias turísticos, artesanato e pequenos comércios locais. O melhoramento do acesso também contribui para a preservação do patrimônio,
evitando que vias degradadas restrinjam a visitação ou dificultem ações de
conservação.”, diz um trecho.
No ano passado, as históricas Ruínas de Paricatuba, que remetem ao período do ciclo da borracha no Amazonas, receberam ações emergenciais de cercamento e escoramento provisório devido a um risco iminente de desabamento. A medida atendeu uma solicitação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), após uma vistoria técnica no sítio arqueológico verificar o estado de deterioração no local.(FOTO: Reprodução)










