Maguito Vilela: prefeito eleito de Goiânia, que venceu eleição internado, morre em SP por covid-19

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Foto: Divulgação

Após uma melhora, o tubo foi retirado no dia 8 de novembro. Na época, o candidato acordou e estava consciente, respirando por conta própria. Isso durou até o dia 15 de novembro, quando Maguito acordou mais ofegante que o normal, com dificuldades para respirar.

Ele então foi colocado para dormir no mesmo dia ainda sem saber que passaria para o segundo turno das eleições em primeiro lugar, ao lado de Vanderlan Cardoso.

Uma traqueostomia foi feita no dia 17 de novembro, para proteger o sistema respiratório do político, já que a intubação prolongada gera riscos, como lesões na garganta e prejuízo às cordas vocais.

Na quinta-feira (10/12), Daniel Vilela, filho de Maguito, disse em entrevista à TV Anhanguera, da Rede Globo, depois do segundo turno, que o pai demonstrou “plena consciência” de que tinha sido eleito após ter uma redução dos sedativos. O filho contou ainda que o prefeito eleito “deu um sorrisinho” e “fez um gesto afirmativo” após ser informado de que tinha vencido as eleições.

Em 11 de janeiro ele apresentou uma sangramento nos pulmões e foi submetido a uma cirurgia. A infecção teve uma piora forte nos últimos dois dias.

Sem Maguito desde o dia 18 de outubro, quando começou a apresentar sintomas da doença, a campanha para a prefeitura foi feita pelo próprio filho Daniel Vilela, presidente do MDB de Goiás e vice-presidente nacional da legenda, além do candidato a vice, o pastor Rogério Cruz (Republicanos).

Trajetória política

Antes de ser eleito prefeito de Goiânia, Maguito teve longa trajetória política. Foi vereador em Jataí (GO), deputado estadual, deputado federal constituinte, vice-governador e governador de Goiás, senador e por duas vezes prefeito de Aparecida de Goiânia (GO

Em 2007, foi nomeado pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, como vice-presidente do Banco do Brasil. Ao lado do filho, foi citado nas delações de executivos da Odebrecht, sob acusação de ter recebido R$ 1,5 milhão em caixa dois para campanha.

Na época, tanto ele quanto o filho negaram as acusações e disseram desconhecer os delatores.

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