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SANEAMENTO/No Amazonas, GOVERNO e BID avançam em projeto de resiliência climática e segurança hídrica em municípios do interior

GOVERNO DO AM E BID-PLANEJAMENTO-PROSAMIN_FOTO: PAULA PESSOA

Estão previstos investimentos em saneamento básico e melhoria da capacidade dos municípios no enfrentamento dos extremos climáticos…

O Governo do Amazonas recebeu, na quarta-feira (17/06), representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a apresentação do projeto de Resiliência Climática e Segurança Hídrica na Bacia Amazônica. A ação, que integra o programa Amazônia Forever, conta com financiamento do banco e do Green Climate Fund (GCF).

O programa, que está sendo desenvolvido em parceria com o Governo do Amazonas, tem como objetivos fortalecer a segurança hídrica, ampliar a capacidade de adaptação às mudanças climáticas e aumentar a resiliência das cidades amazônicas frente a eventos extremos por meio de investimentos em abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana, gestão de resíduos sólidos, sistemas de monitoramento e alerta precoce.

O secretário da Sedurb, Júlio Langbeck, destacou que o Amazonas tem uma parceria de sucesso com o BID no âmbito de iniciativas de saneamento e urbanização sustentável, com a execução dos programas Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) e de Saneamento Integrado (Prosai), já concluído em Maués e em andamento em Parintins. “Já realizamos uma série de visitas técnicas e diagnósticos nos últimos dias em municípios do interior do estado, com o objetivo de identificar demandas prioritárias e definir localidades aptas a participar do programa”, disse.

Durante o encontro, o representante da Divisão de Água e Saneamento do BID, Gustavo Méndez, apresentou os objetivos, as etapas de estruturação da proposta e os resultados esperados.

Participaram da reunião, o auditor da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Laio Cardoso, o procurador da Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM), Rafael Auler, representantes da Defesa Civil, além da coordenadora Executiva da UGPE, Daniella Jaime, dos subcoordenadores de Planejamento e Jurídico/Relacionamento Institucional da UGPE, Leonardo Barbosa e Francisco Soares.

Eixos do programa

O programa consiste em três componentes. O primeiro é o Conhecimento e Sistemas de Informação, que se refere ao fortalecimento da base de conhecimento e dos sistemas de monitoramento hidrometeorológico, incluindo sistemas de alerta precoce, modelagem e planejamento para resposta a eventos climáticos extremos.

O segundo componente é Infraestrutura Resiliente, que visa a promoção de investimentos em infraestrutura resiliente e de baixo carbono, abrangendo abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana, gestão de resíduos sólidos, segurança hídrica e soluções baseadas na natureza.

O último componente é Capacidades Institucionais e Governança, para o fortalecimento da capacidade institucional, do planejamento territorial e da governança climática, promovendo maior integração entre os entes públicos e ampliando a capacidade de adaptação dos territórios.(FOTO: Paula Pessoa/UGPE)