
Celebrado no final de julho, o Dia da Mulher Arquiteta e Urbanista reforça a importância das profissionais que contribuem diariamente para transformar cidades, promover qualidade de vida e construir espaços mais inclusivos e sustentáveis. Na Amazônia, onde as particularidades geográficas, sociais e ambientais exigem soluções adaptadas à realidade local, essa atuação ganha ainda mais relevância.
Para a arquiteta e urbanista Melissa Toledo, vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU/AM) e especialista em planejamento urbano, exercer a profissão na região é assumir um compromisso permanente com as pessoas e com o território.
“Ser mulher arquiteta e urbanista na Amazônia é muito mais do que exercer uma profissão. É, antes de tudo, um compromisso diário com um território que desafia, ensina e transforma. Aqui, as distâncias são longas, muitas vezes percorridas pelos rios; o tempo é guiado pela cheia e pela vazante; e a infraestrutura nem sempre chega onde deveria. É nesse contexto que planejamos cidades e aprendemos que o urbanismo também é escuta, adaptação e respeito às formas de vida que já existem”, afirma.
Segundo Melissa, pensar o desenvolvimento urbano na Amazônia exige compreender as particularidades de cada município e construir soluções que dialoguem com a cultura, o meio ambiente e as necessidades das comunidades.
“Atuar no planejamento urbano me faz entender, todos os dias, o tamanho da responsabilidade que carregamos. Não se trata apenas de desenhar espaços, mas de contribuir para garantir dignidade, pertencimento e o direito à cidade para pessoas que vivem realidades tão diversas.”
Além dos desafios técnicos, a arquiteta destaca os avanços da presença feminina em espaços estratégicos de decisão, embora reconheça que ainda há barreiras a serem superadas.
“Ser mulher nesse caminho também é um processo de construção constante. Nem sempre foi — e ainda não é — fácil ocupar determinados espaços. Mas é com persistência, foco, dedicação, competência, resiliência e coragem que seguimos abrindo caminhos, fortalecendo nossa atuação e mostrando que o nosso lugar é onde quisermos estar, inclusive nos espaços de liderança.”
Para Melissa, a data também representa um momento de reconhecimento às profissionais que vêm contribuindo para transformar a realidade das cidades brasileiras.
“Celebrar o Dia da Mulher Arquiteta e Urbanista é celebrar escolhas, desafios e todas as mulheres que seguem transformando realidades, mesmo diante de tantas complexidades. Seguimos com técnica, sensibilidade e, acima de tudo, propósito.”
A crescente participação feminina na arquitetura e no urbanismo fortalece o planejamento de cidades mais humanas, resilientes e preparadas para os desafios contemporâneos. Na Amazônia, esse olhar torna-se essencial para conciliar desenvolvimento, preservação ambiental e qualidade de vida, respeitando as características únicas de um dos territórios mais diversos do planeta.(FONTE: Assessoria de Comunicação/FOTO: Reprodução)







