Talvez Bolsonaro se desculpe por manter Barros como líder, ironiza Aziz

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Omar Aziz, presidente da CPI/Foto: Edilson Rodrigues

O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, ironizou o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, na sessão desta terça-feira (14).Para “cutucar” Bolsonaro, Aziz fez uma alusão indireta à carta de recuo assinada por Bolsonaro e escrita com a ajuda do ex-presidente da República, Michel Temer.

Após Barros ser citado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) como um defensor do uso de precatórios para financiar gastos com o programa Renda Cidadã, Aziz pediu, de forma irônica, para que o deputado não fosse citado, pois ele é “onipresente” e “intocável perante o presidente Bolsonaro”, ou seja, acima de quaisquer suspeitas apesar das investigações feitas pela CPI.

“Mesmo que a gente mostre aqui, desnude, senador Randolfe, o líder na Câmara do presidente Bolsonaro [Ricardo Barros], isso não vai mudar nada não, vai continuar lá”, disse Aziz, que completou: “Talvez o presidente escreva uma nota um dia pedindo desculpas também por ter mantido ele até hoje como líder dele”. Randolfe respondeu: “Nota de desculpas tem sido um vício”.

Relembre a carta

Após almoçar com o ex-presidente da República, Michel Temer, o atual líder do Executivo brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido), divulgou uma nota para falar sobre a crise entre os Poderes.

Em um texto dividido em dez pontos, Bolsonaro disse que nunca teve a intenção de “agredir quaisquer dos Poderes” – mesmo com ataques constantes, nos quais, inclusive, chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “canalha”.

Sobre Moraes, o presidente da República ainda disse: “Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes “. Bolsonaro também declarou que “suas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”.(iG)

 

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