
Rodoviários interromperam parte das operações do transporte coletivo de Manaus na manhã desta terça-feira (22), depois de um atraso no pagamento dos salários. De acordo com o sindicato dos trabalhadores, a mobilização teve início por volta das 10h40 e foi organizada pelos próprios funcionários, sem participação da entidade sindical. A suspensão de parte do serviço provocou transtornos e ampliou o tempo de espera em diferentes pontos da cidade.
Atraso salarial motivou mobilização
Os trabalhadores afirmam que os vencimentos previstos para segunda-feira (21) não foram pagos dentro do prazo. Como forma de protesto, parte dos profissionais decidiu não retirar os ônibus das garagens. Os veículos que já estavam em circulação permaneceram nos itinerários, enquanto outros não chegaram a iniciar as viagens programadas.
A situação foi percebida em diferentes regiões de Manaus. No Terminal 3, na zona Norte, passageiros relataram demora para embarcar. No Aleixo, na zona Centro-Sul, usuários também disseram ter esperado por períodos prolongados por determinadas linhas. A ausência de comunicação antecipada sobre a paralisação foi outro motivo de reclamação entre os passageiros.
Paralisação ocorre em serviço essencial
O transporte coletivo é classificado como serviço essencial pela legislação brasileira. A Lei nº 7.783/1989 permite a realização de greve nesses serviços, mas estabelece a necessidade de manutenção das atividades indispensáveis ao atendimento da população. Por isso, a simples ausência de participação do sindicato não determina, por si só, que a paralisação seja ilegal. A avaliação sobre a legalidade depende das circunstâncias do movimento, como comunicação prévia, manutenção do serviço mínimo e eventuais decisões da Justiça do Trabalho.
O Portal Marcos Santos procurou o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) para verificar se há medidas judiciais ou negociações relacionadas à paralisação, mas não recebeu resposta até a publicação. O espaço permanece aberto. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) também foi procurado e não havia se manifestado. Já o sindicato dos trabalhadores informou que a mobilização deve continuar até que os valores pendentes sejam pagos, mas não informou qual percentual da frota permanece parado.
Por meio de nota o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou que monitora a situação e está prestando toda a assistência.(FONTE: Paralisação, Transporte Coletivo/FOTO: Foto: Reprodução)










