Início Cultura CULTURA/TEATRO AMAZONAS está entre 30 candidaturas analisadas pela Unesco a Patrimônio Mundial

CULTURA/TEATRO AMAZONAS está entre 30 candidaturas analisadas pela Unesco a Patrimônio Mundial

Mostra da Cia.Vila Calota/Teatro Amazonas/Foto: REPRODUÇÃO

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) vai analisar 30 novas candidaturas à sua Lista do Patrimônio Mundial durante a reunião anual do comitê responsável pela seleção da honraria.

O encontro começa na próxima segunda-feira (20) e segue até 29 de julho, em Busan, na Coreia do Sul. Antes, haverá uma cerimônia de abertura neste domingo (19).

O Brasil participa com a candidatura dos “Teatros da Amazônia”, uma proposta formada pelo Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e pelo Theatro da Paz, em Belém (PA).

Símbolos
Construídos no fim do século XIX, os dois prédios se tornaram símbolos do período em que a exploração da borracha levou riqueza, crescimento urbano e forte influência europeia às duas maiores cidades da região.

A proposta será examinada com as demais entre os dias 24 e 26 de julho.

Entre os candidatos estão também reservas naturais, recifes de coral, fósseis, fortalezas, templos, cidades históricas e obras da arquitetura moderna.

A lista inclui, por exemplo, as praias do desembarque do Dia D, na França, antigas capitais do Japão e um corredor das Rotas da Seda que atravessa quatro países.

Além das novas inscrições, o comitê vai avaliar o estado de conservação de 147 patrimônios já reconhecidos. Atualmente, a lista reúne 1.248 locais em 170 países.

Veja abaixo as candidaturas que serão analisadas:

Sítios naturais

Arábia Saudita: Recifes de coral do Golfo de Aqaba, no norte do Mar Vermelho.

Dinamarca: Área do oeste do Limfjord com fósseis de peixes de cerca de 56 milhões de anos.

Emirados Árabes Unidos: Uádi Wurayah, região montanhosa com vales, nascentes e espécies adaptadas ao clima árido.

Estados Unidos: Refúgio Nacional de Vida Selvagem de Okefenokee, na Geórgia, uma extensa área de pântanos e florestas alagadas.

Rússia: Montes isolados de Toratau, Kushtau e Yuraktau, na região da Bashkiria, formados por antigos recifes marinhos fossilizados.

Jordânia: Reserva Marinha de Aqaba, no Mar Vermelho, conhecida pelos recifes de coral e pela diversidade de espécies marinhas.

Sudão do Sul: Paisagem de Boma-Badingilo, rota de uma das maiores migrações de animais selvagens do mundo. A candidatura será analisada em caráter de urgência.

Sítios culturais

Brasil: Conjunto formado pelo Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e pelo Theatro da Paz, em Belém (PA). Construídos no fim do século XIX, durante o ciclo da borracha, os dois edifícios combinam referências arquitetônicas europeias com elementos da fauna, da flora e da cultura amazônicas.

Cazaquistão: Mesquitas escavadas em rochas e outros locais sagrados da região de Mangystau.

Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão: Trecho das antigas Rotas da Seda que atravessa o Vale de Fergana e acompanha o Rio Syr Darya.

China: Antigos locais de produção de porcelana em Jingdezhen, cidade conhecida mundialmente por essa atividade.

Comores: Centros históricos murados ligados aos antigos sultanatos do arquipélago.

Espanha: Paisagem da Ribeira Sacra, marcada por rios, cânions, vinhedos e mosteiros.

Estado da Palestina: Sebastia, antiga cidade com ruínas de diferentes períodos históricos. A candidatura será analisada em caráter de urgência.

Finlândia: Conjunto de 13 edifícios e complexos projetados pelo arquiteto finlandês Alvar Aalto e seus colaboradores ao longo do século XX.

França: Sistema de fortalezas construído nos séculos XIII e XIV para proteger a região de Carcassonne.

França: Praias da Normandia onde as forças aliadas desembarcaram em 6 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

Índia: Sarnath, local próximo a Varanasi onde, segundo a tradição budista, Buda fez seu primeiro sermão.

Itália: Conjunto de teatros históricos da Itália central, construídos nos séculos XVIII e XIX e financiados coletivamente por famílias e moradores das cidades.

Japão: Sítios arqueológicos de Asuka e Fujiwara, antigas capitais que concentraram o poder político do Japão entre os séculos VI e VIII.

Mongólia: Túmulos monumentais ligados à nobreza Xiongnu, povo nômade que dominou partes da Ásia Central na Antiguidade.

Polônia: Centro de Gdynia, cidade portuária planejada e construída principalmente nas décadas de 1920 e 1930, com arquitetura modernista.

Portugal: Conjunto de fortalezas em Almeida, Elvas, Marvão e Valença, construídas para defender a fronteira com a Espanha.

Irã: Castelo de Alamut e outras fortificações construídas nas montanhas de Alborz, ligadas ao poder dos ismaelitas na Idade Média.

São Tomé e Príncipe: Antigas roças que estruturaram a produção agrícola colonial, sobretudo de cacau e café, com uso de mão de obra submetida à migração forçada.

Tailândia: Wat Phra Mahathat Woramahawihan, templo budista histórico de Nakhon Si Thammarat e importante centro religioso do sul do país.

Tunísia: Vila costeira de Sidi Bou Saïd, conhecida pelas construções brancas e azuis e por sua influência sobre artistas e pensadores do Mediterrâneo.

Turquia: Fortaleza romana de Zerzevan e templo subterrâneo dedicado ao culto de Mitra.

Uzbequistão: Conjunto de edifícios modernistas de Tashkent que combina referências arquitetônicas soviéticas e tradições da Ásia Central.

Sítio misto (cultural e natural)

Grécia: Área ampliada do Monte Olimpo, que reúne o pico mais alto do país, paisagens montanhosas e locais associados à mitologia grega.(FONTE: Teatro Amazonas, Unesco/FOTO: Reprodução)