
Duas ocorrências de incêndio no município de Iranduba (a 38 quilômetros de Manaus) mobilizaram mais de 20 bombeiros do 22° Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) na tarde deste sábado (17/10).
Uma das ocorrências de média proporção foi registrada nas proximidades do Batalhão da Polícia Militar do município. Os bombeiros militares foram acionados por volta das 15h, com o fogo já se alastrando por uma área de vegetação, de cerca de 4.000 m², entre o Batalhão da PMAM e o prédio da Defesa Civil municipal.
A rápida ação dos bombeiros impediu que o fogo chegasse a casas que ficam no entorno do local. Foram utilizadas três viaturas e 22 mil litros de água para conter o fogo. Ainda assim, o fogo atingiu nove veículos, entre ônibus, carros de passeio e motocicletas.
Grandes proporções
Em outra ocorrência, um incêndio de grandes proporções em uma área de difícil acesso na Comunidade do Janauari mobilizou homens, que utilizaram técnicas de selva e equipamentos de combate a incêndio florestal.
Ainda não é possível afirmar a causa dos incêndios, mas o comandante do 22° GBM, capitão Valério, orientou a população quanto aos pequenos focos de fogo, neste período, que podem tomar proporções maiores.
“Às vezes o cidadão quer fazer uma limpeza em um terreno, um sítio, uma chácara, e acaba colocando fogo no lixo, e esse fogo perde o controle. Então, é um apelo que eu faço, que as pessoas evitem fazer queimadas, principalmente neste período de estiagem que é muito complicado”, enfatizou o capitão.
O Governo do Amazonas mantém ações integradas de fiscalização ambiental, prevenção e combate às queimadas e aos incêndios florestais. Neste sábado (17/10), mais de mil homens do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Polícia Militar do Amazonas (PMAM), além de agentes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e agentes federais realizaram trabalho de combate e fiscalização aos incêndios florestais. A ação dos agentes acontece em 35 municípios do Amazonas que registram focos de incêndio.
Também atuaram no apoio ao trabalho de combate e fiscalização agentes da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
Entre 1º de junho e 16 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.710 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 22.557 focos: 4.598 na capital e 17.959 no interior. Cerca de mil pessoas, entre bombeiros militares e brigadistas, participam da operação.
Para apoiar o combate aos incêndios, estão mobilizadas 11 aeronaves do Governo Federal e do Governo do Amazonas: sete aviões Air Tractor, um avião KC-390 e três helicópteros. Os dados informados não especificam a distribuição das aeronaves entre os governos nem indicam que tenham sido adquiridas para esta operação.
O CBMAM ampliou sua presença no interior e passou de 11 para 25 municípios com bases permanentes entre maio de 2025 e maio de 2026. As bases contam com viaturas de combate a incêndio com capacidade para 10 mil litros de água, equipamentos e militares. Em 2026, o efetivo da corporação chegou a 1.651 militares, ante 692 em 2019.
Iniciada em 23 de fevereiro, a Tamoiotatá antecipou as ações de campo para o período de estiagem e abrange 13 municípios. Já a operação Amazonas+Verde, iniciada em maio, reúne ações de enfrentamento a ilícitos ambientais, educação ambiental e combate aos incêndios.
Integração entre Estado e União
No início de outubro os ministros João Paulo Capobianco, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e Waldez Góes, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), reuniram-se com o governador Roberto Cidade e outros agentes públicos para tratar das ações de combate às queimadas.
Os ministros, acompanhados pelo governador e pelo vice-governador Serafim Corrêa, participaram de uma reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec). Na ocasião, o CBMAM apresentou um panorama dos dados consolidados sobre as queimadas e do trabalho realizado pela corporação. Os representantes do Governo Federal também sobrevoaram áreas atingidas e acompanharam a atuação das aeronaves mobilizadas.
No dia 12 de outubro, o Copec reuniu prefeitos do interior para tratar das demandas municipais e alinhar estratégias de prevenção, combate às queimadas e enfrentamento aos impactos da estiagem. Na mesma data, representantes do MIDR, da área de Relações Institucionais, da Defesa Civil Nacional e das Defesas Civis de Itacoatiara e de São Paulo discutiram os processos de reconhecimento de decretos municipais, com base nos pareceres técnicos apresentados.
Prevenção e situação de emergência
O Decreto nº 55.751, publicado em 10 de outubro, declarou situação de emergência, também por 180 dias, em 36 municípios afetados por incêndios florestais.
O Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro, estabeleceu por 120 dias o período proibitivo para o uso do fogo em todo o estado, ressalvadas as exceções previstas na legislação. O Decreto nº 55.338 instituiu o Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Amazonas, com medidas para reduzir o desmatamento, as queimadas e a degradação florestal, além de promover a recuperação ambiental e a conservação dos recursos naturais.
Em 21 de setembro, o Decreto nº 55.486 declarou situação de emergência em todo o estado, por 180 dias, em razão dos efeitos da estiagem agravada pelo fenômeno El Niño.(FONTE: Bombeiros-Iranduba/FOTO: Reprodução)










