
Eu me lembro com prazer do tempo que passou. Época em que os Jogos Universitários animavam a classe estudantil de nível superior, a partir de 1967, promovidos pela Federação Amazonense Universitária de Desportos. A abertura com o desfile das delegações acontecia sempre no “estádio” General Osório, bem em frente ao Colégio Militar. A rivalidade ficava mais evidente nas disputas entre os cursos de Medicina e Direito. Tudo isso em clima de muito respeito e fraternidade.
A promoção da FAUD, nos seus primeiros momentos, contou com o apoio e as presenças do reitor Jauari Marinho e do professor Guilherme Nery, presidente da Fundação Universidade do Amazonas.
Medicina, que contava com os alunos excedentes de outras universidades do país era muito forte, sobretudo no atletismo. Na fase inaugural, a FAUD teve no seu comando Roberto Gesta, aluno da “velha jaqueira” e, naquele tempo, já demonstrava dinamismo e competência. Como bom desportista e excelente jogador de tênis de mesa, tinha capacidade para administrar com muita eficiência uma entidade que exigia, sobretudo, organização e disciplina. Gesta, posteriormente, pelas virtudes que reunia, chegou à presidência da Confederação Sul-Americana de Atletismo.
O futebol de campo chamava atenção pela participação de jogadores profissionais envolvidos nos certames oficiais da FAF. O curso de Direito, por exemplo, contava com o grande lateral direito Pedro Hamilton do Nacional, com o meio campo Valdocir, do Fast, com zagueiro Prado do América e do ponteiro direito Melo, do São Raimundo. O curso de Engenharia tinha como principais atrações o goleiro Procópio (Nacional), Bioca, do Olympico e Paulinho, do Rio Negro. O curso de Medicina dava-se ao luxo de contar com dois bons goleiros: Virgílio Castro, da Rodoviária e Iraúna Jacob, do Olympico. O curso de Educação Física podia contar com Antonio Piola (Fast) e Bosco Spener (Nacional).
O esporte de quadra tinha seus atrativos, pois contava nos times de vôlei, basquete, handebol e futebol de salão, com nomes bastante conhecidos como Tical, Veveco, Wuppinho, Evandro Correia, Marck Clark (que também foi goleiro do Rio Negro, Olympico e Nacional), Tonheca, Flávio Antony, Flávio Pascarelli, Armando Brasil, Adérito, Gadelha, Marreca, Ronaldo, Zequinha, Bosco Spener, JoãoBosco Valente, Antonio Policarpo, Roberto Gesta, Asdrúbal Melo, Braga Neto, Ricardo Atala, Zé Carlos (ex-goleiro do Nacional e Fast), Delbanor, Aristófano de Castro Filho, Eduardo Bulbol, Eduardo Monteiro de Paula, Edgar Monteiro de Paula,
Paulo Nasser Thaner Verçosa, Pedro Passos, Alberto Alcântara, Williams, Wallace Bastos, Maurício Lapa, Ary Renato, Miudinho, Bazinho, e muitos outros identificados com a plateia esportiva. No atletismo, nas corridas de 5.000 e 10.000 metros, registrei a minha presença, conquistando algumas medalhas para a Faculdade de Direito. Hoje, de tudo aquilo, restam poucas lembranças. E, considerando que a roda do destino não pode parar, protagonistas daqueles espetáculos estão em ação em outros campos da vida.(Nicolau Libório é Procurador de Justiça aposentado, Ex-Delegado de Polícia, Jornalista e Radialista) – 16.Outubro.2026










